©
versificar:

facebook

versificar:

facebook

Eu gostaria de ter coragem de dizer tudo o que cala. Essas palavras que grudam no céu da boca, que sorrateiramente vão até a ponta da língua, dançam seu balé e pulam garganta adentro para lá morar. Sufocar.
Docismo (via assoprador)
Eu gostaria de ter coragem de dizer tudo o que cala. Essas palavras que grudam no céu da boca, que sorrateiramente vão até a ponta da língua, dançam seu balé e pulam garganta adentro para lá morar. Sufocar.
Docismo 
Amor é bom quando é sem pressa, com calma, degustando cada pedacinho, como se fosse uma torta de morango. Tem que ser pra sempre, mas, se não for, tudo bem. O importante é que existiu.
Carlos Drummond de Andrade.
Tenho 17 anos; conheci a dor verdadeira com 7, e desde então passei a ver o mundo de uma forma totalmente diferente. O que era colorido ficou cinza, o calor se tornou gelo, as flores murcharam e eu passei a conviver com os noticiários das 21:00hrs, mortes e devastações por todos os lugares e injustiças no mundo la fora passaram a fazer parte do meu cotidiano, deixando de lado as brincadeiras de criança e as risadas adquiridas. Constatei com o tempo que eu já não me reconhecia mais, e isso graças a todas as catástrofes que passei a conviver, meu mundo já não era mais o mesmo.
Diário de um Adotado.
O relógio bate as horas, diz baixinho: Ele não vem.
Tom Jobim. 
Aqui estou eu, me embriagando de palavras nessa madrugada melancólica e vazia. Mais uma vez falando de amor, do amor que nunca tive e que um dia sonhei ter. Um amor em que tivesse felicidade, tivesse romance, amizade, tristeza, brigas, bastantes brigas, porque não é só de paz que se vive a vida. Um amor no qual eu pudesse colocar confiança no outro sem pensar em me machucar, ou ter que desapegar ou esquecer. Um amor no qual o pra sempre exista. Um amor inventado por mim. O amor que talvez nunca existirá.
Effectum.
Eu não volto mais.
Você me virou as costas daquele dia em diante e foi atrás do que queria, foi viver sua vida afirmando que fui um problema dos grandes, um empecilho nos teus finais de semana. Partiu, sem nenhuma explicação detalhada demais, deixando apenas a clareza em seus olhos de que não era a mesma pessoa de antes, de que não sentia absolutamente mais nada por mim, se é que sentiu um dia. Eu fiquei, tive minhas crises e meus momentos nada legais, dei uma de pegador aos finais de semana e me encontrei sozinho deitado na cama em pleno Domingo a tarde. Hoje você vive sua vida correndo atrás de mim novamente, eu sigo a minha fugindo de você. Aprendi a viver a vida, mas felizmente, dentro dela não existe mais nada relacionado a você.
Cuidei.
1 2 3 »